GENOMA PESQUISA

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

WORKSHOP TEATRO DA CRUELDADE E TEATRO POBRE DE ARTAUD A GROTOWSKI

TEATRO GENOMA-ESCOLA DE TEATRO RODRIGO MARCONDES

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA

WORKSHOP

TEATRO DA CRUELDADE E

TEATRO POBRE

DE

ARTAUD A GROTOWSKI

Antonin Artaud (1896 1948) foi considerado um louco visionario do teatro surrealista, que apesar de ter morrido sem ver muito suas teorias realizadas na pratica, influenciou varios teatrologos que o sucederam, entre eles, Jerzy Grotowski, cujas teorias deram origem ao Teatro Pobre .

TREINAMENTO FISICO-PEDAGOGIA DOS SIGNOS GESTUAIS

PEDAGOGIA DA RESPIRAÇÃO

TEATRO RITUAL



AULAS MINISTRATAS POR RODRIGO MARCONDES


VENHA FAZER TEATRO COM QUEM FAZ TEATRO!

INFORMAÇÕES: 13 88123230 / 88046452

AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY 4751 SALA 3-VILA TUPI-PRAIA GRANDE

ATENDIMENTO DE TERÇA A DOMINGO DAS 9 ÀS 18 HORAS.

WORKSHOP Stanislavski e a construção da personagem

TEATRO GENOMA-ESCOLA DE TEATRO RODRIGO MARCONDES

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA

WORKSHOP

Stanislavski e a construção da personagem

O conceito de criação da personagem reconhece que todos os seres humanos são diferentes. Como nunca encontraremos duas pessoas iguais na vida, também nunca encontraremos duas personagens idênticas em peças teatrais. Aquilo que faz suas diferenças faz delas personagens. O público que vai ao teatro tem o direito de ver Treplev (personagem de A Gaivota, de Tchekov) hoje e Hamlet na semana seguinte, e não o mesmo ator com sua própria personalidade e seus próprios maneirismos. Embora possam ser desempenhados pelo mesmo ator, são dois homens distintos com suas personalidades e características próprias. Mas não se pode vestir uma personagem do mesmo jeito que veste um figurino. A criação da personagem é um processo.


AULAS MINISTRATAS POR RODRIGO MARCONDES


VENHA FAZER TEATRO COM QUEM FAZ TEATRO!

INFORMAÇÕES: 13 88123230 / 88046452

AVENIDA PRESIDENTE KENNEDY 4751 SALA 3-VILA TUPI-PRAIA GRANDE

ATENDIMENTO DE TERÇA A DOMINGO DAS 9 ÀS 18 HORAS.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TEATRO GENOMA NO DIA 27 DE NOVEMBRO -LANÇAMENTO DO LIVRO TEIA VIRTUAL

NOBEL-BOQUEIRÃO-PG PARCEIRA DO TEATRO GENOMA

A CIA. TEATRO GENOMA AGRADECE TODO O APOIO E RESPEITO DE SUA PARCEIRA LIVRARIA NOBEL - BOQUEIRÃO DE PRAIA GRANDE.
SÃO PESSOAS COMO VOCÊS QUE FAZEM DO NOSSO TALENTO UMA ARTE!
CIA. TEATRO GENOMA
DIRETOR RODRIGO MARCONDES

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

video

FESTAC XIII
MAKTUB - CIA TEATRO GENOMA
02 de Novembro de 2010

O espetáculo foi concebido no sistema TEATRO GENOMA WORK IN PROGRESS de RODRIGO MARCONDES no processo colaborativo com o elenco Juliana Vicma, Fábio Massanet e Barbara Braw.
Com a utilização do TOTEM PERSONA, HIBRIDISMO PSICO-FISIOLÓGICO, TRE - TEMPO DE RESPIRAÇÃO EMOCIONAL, mais uma vez colocando a prova a técnica treinada arduamente em sala de ensaio para a realização de um encontro com o espectador.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MAKTUB - ARAME FARPADO AFOGADO NO CORAÇÃO DE OPHÉLIA

MAKTUB


PROPOSTA DE ENCENAÇÃO

Em Maktub a CIA Teatro Genoma propõe um jogo cênico com o espectador para a reflexão sobre a metáfora, o destino, o amor, o ódio, a guerra, a paz, a vida e a morte. Para realizarmos este jogo reflexivo utilizamos os recursos do Sistema de interpretação do Teatro Genoma, iniciamos com a utilização do TOTEM PERSONA (Mascara física e emocional da personagem) que agrega em sua formação quatro animais sagrados para a composição do TOTEM PERSONA, cada ator cria seu próprio Totem para sua personagem, ele pode ser utilizado na integra com os quatro animais sagrados, ou parcialmente. A escolha dos animais interfere psicologicamente, instintivamente e fisicamente, seja através do Hibridismo emocional ou do Hibridismo físico.
Em Maktub os atores transitam entre a forma física hibrida ou apenas pontos de tensão hibrida, emocional transitórios. O processo respiratório dos elementos que também faz parte da composição do personagem, que são as respirações associadas aos elementos terra, fogo, água, ar e éter. Para cada elemento possuímos uma forma única de respiração, com exceção do éter que utiliza as quatro formas anteriores. E dentro deste processo respiratório surge o Tempo De Respiração Emocional, que determina a marcação cênica de cada ator/personagem a partir da concepção cênica elaborada.
Outro recurso utilizado é o Teatro de Sombras, bem como uma estética que nos remete ao Teatro Físico passando ao expressionismo , a criação de símbolos e signos e o recurso de manipulação de esculturas, que interferem diretamente na montagem da cena. Pois as personagem vão esculpindo uma a outra para o termino ou início de uma cena, trazendo a tona uma plasticidade corporal.
É desta forma que propomos um jogo cênico profundo, que possa nos levar a uma reflexão verdadeira durante a celebração da cena. Para que ambos, ator/personagem e espectador saiam renovados deste ritual ao qual denominamos Teatro.

Rodrigo Marcondes
Diretor.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

MAKTUB - ARAME FARPADO AFOGADO NO CORAÇÃO DE OPHÉLIA"



A CIA Teatro Genoma traz para o palco o espetáculo “MAKTUB -Arame Farpado Afogado no Coração de Ophélia” que narra a trajetória das personagens Ophélia e Hamlet extraídas livremente da famosa tragédia Hamlet de Willian Shakespeare e modernizadas na obra de Rodrigo Marcondes como um casal em meio a guerra, amor, ódio, vida e morte, um conflito metafísico.
Uma história de amor, conflitos concebida e encenada através do sistema Teatro Genoma Work In Progress – metodologia cênica desenvolvida por Rodrigo Marcondes ao longo de 15 anos de pesquisa teatral.
“MAKTUB -Arame Farpado Afogado no Coração de Ophélia” é um drama de Rodrigo Marcondes e tem no elenco Juliana Vicma, Barbara Braw e Fábio Massanet, com interpretações vibrantes, num espetáculo carregado de paixão.
Com 60 minutos de duração é um convite a ousadia e a um trabalho cênico realizado com extremo vigor e paixão, utilizando de recursos cênicos como teatro de sombras, imagens simbolistas, guiada por uma belíssima sonoplastia.
Com duração de 60 minutos.
Estréia dia 9 de Outubro no Centro Cultural Raul Cortez, as 20 horas em Mongaguá.
Ingressos R$10(dez reais) inteira e R$5(cinco reais)estudantes, aposentados e artistas com apresentação de carteirinha.
Maiores informações:3495.6519 / 8812.3230 / 8804.6452.


INSTITUTO TEATRO GENOMA

Local. Avenida Presidente Kennedy,nº4751 – Sala 03 – Vila Tupi
Praia Grande – SP
Telefones: (13) 3495.6519 – 8812.3230 – 8804.6452 – 9173.6361
E_mail. itgenoma@hotmail.com
etrodrigomarcondes@hotmail.com

segunda-feira, 19 de julho de 2010

TEMPORADA DOS ASSASSINOS



TEMPORADA DOS ASSASSINOS, é um solo de Rodrigo Marcondes criador do sistema Teatro Genoma Work In Progress, onde atua como Sidney, um professor de literatura, que em um momento delirante, vivência um surto psicótico realizando o assassinato de sua noiva DOROTHY. É nesse momento que inicia o solo, Sidney vai revelando ao público o seu ato, de forma delirante e cruel, em meio a alucinações e conflitos interior, exibe o seu ato hediondo como algo divino, um serviço realizado pela vontade de Deus, o que na sua consciência o difere de qualquer outro assassino. Marcondes aborda essa violência contra a vida, para assim jogar com o espectador, e ambos refletirem sobre esse tempo de assassinos que vivenciamos diariamente. Assassinatos de crianças, mulheres, crimes com requintes de crueldade que acabam por banalizar a vida, como se matar e comer um chocolate fosse a mesma coisa, quando de fato sabemos que estamos diante de uma sociedade caótica, que exige uma reação perante atos criminosos como o que Sidney celebra no solo TEMPORADA DOS ASSASSINOS.
Um solo cruel e macabro, como os dias de hoje, ácido e que desperta um inconformismo perante a crueldade do Século XXI.
Em cartaz, toda sexta-feira, ás 20:30hs. Na sala de Teatro Intimo Evoé Baco, da ESCOLA DE TEATRO RODRIGO MARCONDES, situada na AV.PRESIDENTE KENNEDY 4751- SALA 3- VILA TUPI - PRAIA GRANDE-SP.
INGRESSOS: R$10.00(DEZ REAIS)
Maiores informações: 13 8812 3230 ou 13 9173 7163.
Este é um convite a ousadia, a paixão, a vida, ao Teatro!

terça-feira, 13 de julho de 2010

CIA.TEATRO GENOMA EM TEMPORADA TEATRAL




A Companhia Teatro Genoma inicia temporada na SALA DE TEATRO ÍNTIMO EVOÉ BACO a partir desse dia 16, com espetáculo três espetáculos de seu repertório. Toda Sexta-feira, entra em cena Temporada Dos Assassinos, solo de Rodrigo Marcondes em um história de humor negro, sobre um assassino dos tempos modernos. Aos sábado entra em cena QUALQUER BEIJO DE NOVELA, com drama, humor, comédia, improsivo, paixão e muita emoção. E todos os Domingos a remontagem do grande sucesso da Cia., UMA OUTRA ESTAÇÃO, um drma emocionante.
A SALA DE TEATRO ÍNTIMO EVOÉ BACO tem capacidade para trinta espectadores e faz parte da ESCOLA DE TEATRO RODRIGO MARCONDES.
Situada na AV.KENNEDY, 4751- SALA 3- VILA TUPI(EM CIMA DA MAGIA EMBALAGENS)
RESERVE JÁ O SEU INGRESSO.
INGRESSOS: R$10.00
ESTUDANTES COM CARTEIRINHA DA UMES OU UNE E APOSENTADOS TEM DESCONTO DE 50%.
NESTA FÉRIAS VENHA AO TEATRO!
informações: 13 8812 3230 ou 9173 6361!

sábado, 20 de março de 2010

SALOMÉ- TEATRO E SOLIDARIEDADE!!!!!!!!


O INSTITUTO TEATRO GENOMA através da CIA. TEATRO GENOMA,. estará realizando dia 7 de Abril, as 20:30 a apresentação do espetáculo SALOMÉ-RUMOR DAS ASAS DO ANJO DA MORTE, na sala TEATRO SERAFIM GONZALEZ, no Palacio das Artes, em Praia Grande- SP.
A entrada será 1 PACOTE DE FRALDA GERIÁTRICA, que será trocado pelo ingresso na bilheteria do Teatro.
Essa é uma campanha beneficente que o I.T.G. está realizando em parceria com a Secretaria de Promoção Social de Praia Grande(SEPROS)e a SECTUR Secretaria de Cultura e Turismo de Praia Grande.
Um convite ao teatro solidário, ajude a quem precisa e assista um espetáculo envolvente, sobre Salomé, aquela cuja a dança conseguiu obter a cabeça de João Batista em uma bandeja de prata.
O Espetáculo Salomé – Rumor das Asas do Anjo da Morte com texto e direção de Rodrigo Marcondes, que se inspirou na obra de Oscar Wilde para montar este drama lírico.
A partir do processo interpretativo e estético Teatro Genoma criado e desenvolvido por Rodrigo Marcondes, as personagens vão sendo esculpidas cena a cena, um teatro onde o ator usa e abusa do vigor físico, trazendo para o palco toda a paixão, sedução, loucura e obsessão de Salomé diante do profeta João Batista e sua fé no Criador. Um conflito de desejo que vai ganhando cor nas mãos do Anjo da Morte. No elenco estão Juliana Vicma – como Salomé, Fábio Massanet – como João Batista, Barbara Braw – como Anjo da Morte, João Luiz – como Herodes.O espetáculo Salomé – Rumor das Asas do Anjo da Morte é uma montagem da Companhia Teatro Genoma, com duração de 60 minutos.

LIVRO TEATRO GENOMA WORK IN PROGRESS - A VENDA!


O livro TEATRO GENOMA WORK IN PROGRESS de RODRIGO MARCONDES, livro voltado para estudantes de teatro,atores, diretores e amantes da arte cênica, já está a venda.
O livro tem um conteudo que narra como surgiu a linguagem estética e interpretativa Teatro Genoma, com exercícios, um glossario de termos técnicos utilizados no dia a dia de quem faz teatro, explicando como realizar a aplicação do sistema teatro genoma work in progress em personagens e montagens teatrais.
Enfim, um livro para estudo e conhecimento de uma teatralidade que surgiu na cena brasileira, com o intuito unico de servir de instrumento no auxilio do fazer teatral.
O Livro TEATRO GENOMA WORK IN PROGRESS, pode ser encontrado na Livraria Porto das Letras Av. Senador Pinheiro Machado N. 1024 Loja 01 Canal 01, Santos- SP.
Ou pelo e-mail: itgenoma@hotmail.com
PREÇO:R$15.00

quinta-feira, 11 de março de 2010

WORKSHOP DE INTERPRETAÇÃO COM CAIO BLAT


WORKSHOP DE INTERPRETAÇÃO COM O ATOR CAIO BLAT


Olá galera !!!
Nesta minha empreitada de trabalho, atuando , dirigindo e produzindo, em muitas vezes escutei falar do meu grande amigo Caio Blat, como uma referência numa geração de atores. Este por ser muita novo, mas amadurecido profissionalmente, e principalmente pelo sua enorme bagagem no cinema, televisão e teatro.
Muitos, incluindo críticos e admiradores de seu trabalho em geral, se perguntam como um ator chega até tal grau de realidade em seu personagem.
Pensando nesta pesquisa e estudo em que um ator deve-se ter para um trabalho ser "real", no aprendizado e pesquisa do ator, eis que convenci o nosso amigo a ministrar este workshop, que considero imperdível para atores e estudantes de teatro e linguagem cênica. Já conhecedor e admirador de seu trabalho, que também sou, em parceria com o próprio realizaremos o workshop em 4 (quatro) encontros no mês de Abril de 2010, sendo este aos domingos.
Abaixo segue em palavras do Caio, a descrição deste encontro para atores e não-atores.

DO WORKSHOP - A ARTE DO ATOR - "DA DESMECANIZAÇÃO À CONTRA-VONTADE"

1º fase – Desmecanização

O dia a dia, com seu ritmo alucinante, nos obriga a estar sempre apressados, sempre correndo atrás do relógio. Comemos qualquer coisa, dormimos mal, não prestamos atenção a nossa postura e muito menos a nossa respiração. Nossas relações perdem qualidade. Aos poucos, vamos ficando condicionados a esta velocidade, e nos tornamos verdadeiros robôs de cumprir tarefas.

Este condicionamento, ou mecanização, é uma armadilha para o trabalho do ator. A tendência é transferirmos esta energia para nosso trabalho, para nossos personagens.

Se observarmos atentamente as pessoas ao nosso redor, podemos perceber que cada um tem seu ritmo próprio, seu modo de andar, de respirar, seu característico tom de voz. Se nossa observação for ainda mais aguda, podemos sentir que cada pessoa emana uma energia diferente pelo olhar, e tem seu próprio fluxo interno de pensar e sentir.

Da mesma forma, a construção de um personagem deve respeitar todos estes detalhes para que o resultado seja original.

Um pintor, ao iniciar um novo trabalho, parte de uma tela em branco, assim como o escritor, de um folha em branco. Somente uma pagina vazia pode oferecer infinitas possibilidades.

O material de trabalho do ator é, acima de tudo, o seu corpo. Seu corpo físico e seu corpo emocional. Porem, se este corpo encontra-se repleto de tensões, vícios, preconceitos, memórias recentes, compromissos.... fica impossível uma nova persona se estabelecer a partir do zero.

Assim, a primeira fase do nosso encontro trata da desmecanizacao, do relaxamento físico e do esvaziamento emocional necessários para que algo novo possa surgir mais adiante.

Utilizando técnicas de respiração, alongamento, e alguns exercicios de meditação, vamos criar um ambiente tranqüilo e altamente criativo.


2º fase – Aquecimento Físico e Emocional

Em seguida, uma serie de exercícios reunidos por Augusto Boal, criador do Teatro de Arena e do Teatro do Oprimido, propõe aos participantes um reaquecimento físico e, principalmente, um despertar dos sentidos.

Criando dificuldades para realizar operações cotidianas e para se comunicar, os exercícios de Boal dão seguimento a desmecanizacao das ações, e a necessidade de reinventar e repensar todas as ações. Andar sem ter pernas, comunicar-se sem usar a voz, orientar-se com uma venda nos olhos, são formas de despertar os sentidos para o jogo teatral.

Nessa etapa, vamos nos familiarizar também com os conceitos Stanislawskianos de memória sensitiva e memória emotiva, exercícios que exigem grande carga emotiva e que aquecem internamente os atores.



3º fase – O Corpo Coletivo

Uma das grandes armadilhas ao trabalho do ator é o egocentrismo. O esforço para se concentrar na criação do personagem muitas vezes faz com que o ator se feche em uma pesquisa psicológica que acaba por torna-lo um ser isolado dentro de um elenco. Nada mais triste do que perceber que os atores de uma mesma peca, seja de teatro, televisão ou cinema, estão na verdade realizando monólogos coletivos. Não se ouvem e agem de acordo com idéias preconcebidas dos personagens e das ações dramáticas.

Ainda segundo Boal, sua fala (ação) deve sempre nascer da fala (ação) do Outro.

Nesta etapa, uma serie de exercícios reunidos por Boal e por J.C. Viola nos obrigam a trabalhar em conjunto, a perceber a saudavel dependência que une os membros de um elenco, e a criarem a partir deste corpo coletivo um corpo único e coerente.



4º fase – Criação

Entramos finalmente no processo criativo, na construção de personagens e de situações dramáticas. Técnicas de improvisação, jogos cênicos, estudo de cenas e personagens.

Abordagem de diversas técnicas de interpretação como o espanto, a contrapreparacao, a postura do gato, a repetição e finalmente, a CONTRAVONTADE.

Na vida, tomamos decisões a cada instante. Em frações de segundos, pesamos mentalmente os prós e os contras para chegar a cada escolha. Muitas vezes ficamos em duvida, decidimos pela intuição, ou agimos até mesmo contra a nossa vontade. Mas em cena, acabamos nos deixando levar pela vontade que move o personagem, esquecendo que ele também duvida e escolhe a todo instante. Nosso personagem torna-se então monomotivado, ou seja, movido por vontade única, e, por mais que nos esforcemos, ele vai perdendo a força dramática, tornando-se desinteressante.

O estudo da contravontade enriquece o personagem. Ele vascila, duvida, arrepende-se, hesita. Vamos aplicar a contravontade em cada situação, descobrindo os caminhos mais ricos para chegar finalmente à ação.

Por Caio Blat

DATAS: 4,11,18 E 25 DE ABRIL

HORÁRIOS: 10HS ÀS 13HS OU 14HS ÁS 17HS

LOCAL: PENSIONATO DO HUMAITÁ - RUA HUMAITÁ Nº 170 - ENTRADA PELA RUA MIGUEL PERERIRA - AO LADO DO POSTO DE GASOLINA DO HUMAITÁ

VAGAS LIMITADAS !!! GARANTA JÁ A SUA !!!

MAIORES INFORMAÇÕES: S.A FILMES E AUDIOVISUAL:

21) 2467-0692 / 7883-2922 / 12*85960 / 9684-1368
SEGUNDA À SEXTA - 9 ÀS 18 HS

segunda-feira, 8 de março de 2010

SALOMÉ - TEMPOARA PAULISTANA 2010


SALOMÉ – Rumor das Asas do Anjo da Morte
Sinopse

O Espetáculo Salomé – Rumor das Asas do Anjo da Morte com texto e direção de Rodrigo Marcondes, que se inspirou na obra de Oscar Wilde para montar este drama lírico.
A partir do processo interpretativo e estético Teatro Genoma criado e desenvolvido por Rodrigo Marcondes, as personagens vão sendo esculpidas cena a cena, um teatro onde o ator usa e abusa do vigor físico, trazendo para o palco toda a paixão, sedução, loucura e obsessão de Salomé diante do profeta João Batista e sua fé no Criador. Um conflito de desejo que vai ganhando cor nas mãos do Anjo da Morte. No elenco estão Juliana Vicma – como Salomé, Fábio Massanet – como João Batista, Barbara Braw – como Anjo da Morte, João Luiz – como Herodes.O espetáculo Salomé – Rumor das Asas do Anjo da Morte é uma montagem da Companhia Teatro Genoma, com duração de 60 minutos.
O espetáculo estará em cartaz no espaço Teatro Escola Nill de Pádua nos dias 10/17/24 de Abril e dia 01 de Maio de 2010, sempre às 21 horas nos Sábados.
Ingressos no valor de R$10,00 (Dez Reais)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

LINKS PARA SITES IMPORTANTES SOBRE TEATRO

Espaços Cênicos do Brasil
Pesquisa de teatros por estados brasileiros, com informações técnicas e sites.
Site: www.ctac.gov.br

Festivais de Teatro no Brasil
Site: www.artes.com/noticias/festivais.htm

Livraria Artezblai (em espanhol)
Livros interessantes sobre artes cênicas, em língua espanhola.
www.artezblai.com

Brewster Society (em inglês)
Sociedade que reúne mais de 200 fabricantes, colecionadores e amantes de caleidoscópio, dirigida pela americana Cozy Baker: Imagens de caleidoscópios, lista de artistas, artigos, indicação de shops e calendário de eventos.
Site: www.brewstersociety.com/

Odin Teatret (em inglês)
Site oficial da companhia dirigida por Eugênio Barba, com sede em Holstebro, Dinamarca.
Calendário de atividades, lista de livros, filmes e artigos, informações sobre a Escola Internacional de Antropologia Teatral - ISTA
Site: www.odinteatret.dk

Theatre du Soleil (em francês)
Site oficial da companhia dirigida por Ariane Mnouchkine, em Paris. Calendário de atividades, artigos sobre teatro, fotos, caixa de mensagens, visita virtual.
Site: www.theatre-du-soleil.fr

Grotowski Centre (também em inglês)
Site oficial do Grotowski Center, instituição situada em Wroclaw, Polônia, voltada a projetos de pesquisa que correspondem aos desafios lançados pelo mestre do “Teatro Pobre” Jerzy Grotowski. Arquivos, workshops ministrados por atores de companhias internacionais, acesso a sites sobre o trabalho de Grotowski.
Site: www.grotcenter.art.pl

Escola Internacional Jacques Lecoq (em francês)
Site oficial da escola criada pelo pedagogo teatral francês Jacques Lecoq. Biografia, bibliografia e cursos.
Site: www.ecole-jacqueslecoq.com

Escolas e cursos de mímica (em francês)
Cursos, escolas e festivais de mímica espalhados pelo mundo.
Site: www.mime.org

O Teatro Essencial de Denise Stoklos
Site oficial da atriz, autora e diretora Denise Stoklos.
Biografia, agenda de atividades, artigos sobre o Teatro Essencial, manifestos e entrevistas.
Site: www.denisestoklos.com.br
Site: www.stoklos.com.br
Site: www.teatroessencial.com.br

Antiginástica
Site oficial Therese Bertherat, criadora da antiginástica, método para reencontrar a mobilidade e a vitalidade dos músculos que ficaram retraídos ao longo dos anos.
Site: www.antigymnastique.com

Catálogo da Dramaturgia Brasileira
Site de Maria Helena Kühner, com cerca de 5.500 obras teatrais, de 1567 a nossos dias. Cada ficha contém nome do autor e seu estado natal, título da obra, data, gênero, número de personagens e sinopse. Não oferece texto integral das obras.
Site: www.dramaturgiabrasileira.org

Peças teatrais grátis
Textos grátis para baixar na internet: Qorpo Santo, Arthur Azevedo, Gil Vicente, Shakespeare, Goethe e muito mais.
Site: www.virtualbooks.terra.com.br

Site do Millôr Fernandes também disponibiliza algumas de suas peças e traduções.
Site: www2.uol.com.br/millor/

Peças de autores latino-americanos.
Site: www.celcit.org.ar/sec/acerca.php

A Sociedade Brasileira de Autores Teatrais mantém arquivo de peças teatrais em papel. É preciso solicitar cópia e pagar taxa de impressão e correio.
Site: www.sbat.com.br

Explorando as mandalas (em inglês)
Página com acesso a links sobre a simbologia e uso da mandalas
Site: www.graphics.cornell.edu/online/mandala/

sábado, 6 de fevereiro de 2010

INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO FLEX- PORTO DO SABER!!!





Notícia do dia 1/2/2010
Por Daniel Elias
Espaço Flex recebe apresentações culturais
Local, que fica dentro do Porto do Saber, será usado por artistas do Município
Com a inauguração do Porto do Saber, em janeiro, moradores e turistas de Praia Grande passaram a contar com um novo local para apresentações artísticas, de qualquer área. Com o nome de Espaço Flex, o equipamento foi utilizado pela primeira vez na última sexta-feira (29), com as participações do grupo teatral, dirigido pelo ator e ativista cultural Rodrigo Marcondes, e dos alunos do curso Verão Cultural, iniciativa da Secretaria de Educação (Seduc).
O evento teve início com a apresentação teatral, onde os atores faziam pequenos monólogos, recitando poesias de escritores brasileiros e estrangeiros como Florbela Espanca e Antonin Artaud. Diretor e responsável pela encenação, Marcondes agradeceu o novo espaço cedido pela Administração Municipal. “O local funcionará como um ponto de encontro dos artistas da Cidade e região”, destacou.
“Aqui teremos a oportunidade de aproximar o artista do cidadão e vice-versa. Acredito que a gestão do prefeito Roberto Francisco teve uma ação acertada em entregar esse espaço para a comunidade”, completou. “Agora vemos no Espaço Flex a possibilidade de realizar encontros, debates de cultura na Cidade”.

Depois foi a vez das crianças do curso de Verão Cultural se apresentarem. De acordo com o chefe da Divisão de Cultura nas Escolas, Renato Paes, durante o mês de janeiro os 50 alunos tiveram aulas de percussão e violão. A apresentação funcionou como encerramento da capacitação para as crianças que participaram dos ensinamentos realizados na E.M. Manoel Nascimento Junior, localizada no Bairro Boqueirão.

“O que mais nos agradou foi o fato de que muitos dos que participaram não tinham conhecimento algum dos instrumentos, assim como desconheciam as aulas oferecidas durante todo o ano pela Seduc, no contraturno da escola”, festejou o chefe da Divisão de Cultura. “E para nossa satisfação já tem crianças nos procurando para dar continuidade ao curso”.

O Espaço Flex funcionará toda a sexta-feira, às 18 horas, com eventos culturais, como apresentações teatrais, musicais, exposições artesanais, de artistas e alunos de Praia Grande. Quem quiser se cadastrar e participar das atividades pode ir ao Porto do Saber.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

HISTÓRICO DO I.T.G.




1995 - A SAGA DE SÃO PAULO DA CRUZ - DRAMA LITURGICO
1995 - O IMPROVISO -(PRIMEIRA FORMAÇÃO DE OFICINA)
1996 - UMA NOIVA PARA UM MORCEGO - COMÉDIA
1996 - BRANCA CINDERELA DE CHAPÉUZINHO VERMELHO ADORMECIDA- INFANTIL
1997 A 2008- JONAS FLORES MORTAS - TRAGICOMÉDIA
1997 - A NOIVA DO CANGAÇO - DRAMA
1998 - O GRITO DOS PASSAROS - TEATRO DO ABSURDO
1998 - E AS BRUXAS FORAM A LUA - INFANTIL
1999 - UMA LÁGRIMA NA SALA DE VISITA - LIRICO
1999 - SIMPLESTE ARTAUD - EXERCÍCIO NO TEATRO DA CRUELDADE
2000 - BOCA DE FAVELA
2000 - EM TRÊS MINUTOS O SONHO NÃO ACABOU VIROU LOUCURA - EXPERIMENTAL
2000 - SADE E OS PRAZERES DA HUMANIDADE - TRAGICOMÉDIA
2000/2001- UMA ESTAÇÃO NO SILÊNCIO - PRIMEIRA MONTAGEM DO SISTEMA TEATRO GENOMA
2001 - DANÇANDO ENTRE AS FLORES DO MAL - LIRICO
2002 - AMÉRICA LATRINA - SEGUNDA MONTAGEM DO SISTEMA TEATRO GENOMA
2002 - TALVEZ EU QUIZESSE ESCUTAR A CHUVA - LIRICO
2003 - SOMBRA DA CRUELDADE - NOVO EXERCICIO DE ARTAUD
2003 - BALA PERDIDA - DRMA INFANTO JUVENIL
2003 - A MORTE CHEIRA CAVALO - DRAMA
2004 - 720 HORAS EM ESTADO DE TENSÃO - TEATRO POLITICO
2004 - PIAÇABUÇU, O POVO SÓ TOMA NO C...- COMÉDIA POLITICA
2004/2005 - SALOMÉ - RUMOR DAS ASAS DO ANJO DA MORTE - TERCEIRA MONTAGEM SIST. TEATRO GENOMA
2005 - O HOMEM DO SUBSOLO - EXPERIMENTO EM DOSTOIEVSKI
2005 - UMA OUTRA ESTAÇÃO - DRAMA
2005 - PROJETO TERMINAL EM CENA- PERFORMANCES DENTRO DOS ÔNIBUS
2005 - SADE GRITA MARAT - SÁTIRA
2005 - NA SOMBRA DE UM DOMINGO SANGRENTO - DRAMA
2005 - SOLIDÃO URBANA - DANÇA TEATRO
2006/2008 - A NOITE É A MÃE DOS AMALDIÇOADOS - MUSICAL DE ROCK TEATRO
2007 - CAIM A HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONTOU - QUARTA MONTAGEM NO SIST. TEATRO GENOMA
2008 - CABARÉ RIMBAUD - MUSICAL DE ROCK TEATRO
2009 - WOYZECKTROPOLIS(ESTAÇÃO DOS ACORRENTADOS)- QUINTA MONTAGEM NO SIST. TEATRO GENOMA.

ENTRE MUITAS PERFORMANCES, OFICINAS, INTERVENÇÕES DE RUA, CAMPANHAS BENEFICENTES.

15 ANOS DE CENA/R-EXISTÊNCIA


Apresentação
Nascemos no dia, de 05 de março 1995, na cidade de Praia Grande, fundado pelo ator e diretor RODRIGO
MARCONDES, tomado pelo desejo e o sonho de realizar um teatro para todos, em uma cidade sem tradição cultural, sem teatro, e esse era o desafio maior, romper com as fronteiras das quatro paredes, e levar o exercício do teatro as praias, escolas, praças, ruas de todas as comunidades de Praia Grande e Região.
O drama, a comédia, a tragédia, a emoção do teatro, fomentando esta arte milenar no seio do povo, debatendo politicas culturais, a criação de leis, projetos, espaços, a valorização do artista local. Ora não compreendido, ora renegado, ora exaltado, ensaiando em praças, praias, garagens, criando espaços culturais alternativos, oficinas, campanhas beneficentes ou de prevenções, independente, resistindo e existindo pela vontade, pelo amor
ao Teatro e o Povo.
Prova disso são as mais de 22 peças teatrais, com um público estimado de cem mil espectadores, mais de 3 mil estudantes de teatro.
Um sonho realizado, que prossegue vivo, autêntico como a própria vida!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

LIVRO- TEATRO GENOMA WORK IN PROGRESS


O LIVRO TEATRO GENOMA WORK IN PROGRESS DE RODRIGO MARCONDES, SERÁ LANÇADO DIA 05 DE MARÇO, ÀS 18 HORAS NO PORTO DO SABER. LIVRO PUBLICADO PELA EDITORA LITERATA.
LIVRO DESTINADO A ESTUDANTES DE TEATRO, ATORES, DIRETORES E AMANTES DA ARTE.
PREÇO PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO:R$10.00.
RESERVE JÁ O SEU!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

TEATRO GENOMA - O ATOR VAMPIRO


Essa busca por uma teatralidade nasceu de uma inquietação constante de meu espírito, mas principalmente depois de ter me encontrado com a obra de Antonin Artaud, o seu teatro e a peste, o teatro da crueldade, seus signos e símbolos, suas idéias despertaram em meu espírito uma incansável busca por um teatro de essência. Havia acabado de realizar um espetáculo sobre Artaud, estava embriagado de suas idéias, como se o espírito de Artaud povoasse meu pensamento. E foi exatamente nesse momento que ocorreu um encontro ainda mais avassalador para o meu processo criativo e criador, ganhei um livro de Alvarez de Azevedo, dentro deste livro havia uma página de um jornal antigo, era uma resenha sobre o poeta francês Arthur Rimbaud, ao ler sobre sua obra e sua vida, fui tomado de uma força descomunal, como uma lei da atração, no mesmo instante quis ler seus poemas, quis seus livros, seus dados biográficos, e vi em sua vida e em sua obra o ponto de partida para o meu fazer teatral. Naquele momento eu tinha um elenco muito jovem, de uma oficina teatral, anunciei para eles que iria realizar o espetáculo UMA ESTAÇÃO NO SILÊNCIO, sobre a vida e obra de Rimbaud, escrevi um roteiro a partir dos fragmentos de sua obra, com cenas simbólicas sobre sua vida, convidei atores experientes para fazer parte deste processo, e intuitivamente iniciei um processo autoral de estética e interpretação para essa montagem.

Eu precisava contar a história de Rimbaud, mas não poderia ser naturalista, pois Rimbaud era um poeta simbolista, então a partir da frase de Paul Claudel descrevendo Rimbaud, eu entendi o que deveria fazer. Claudel dizia que Rimbaud era um animal selvagem em estado místico.E foi o que determinei, eu queria a revelação do animal interior em estado selvagem de cada personagem, queria quebrar com o condicionamento, com o racional, queria os atores em suas personagens movidas pela liberação do estado instintivo, intuitivo e sensorial, sem a lógica racional. Cada ator teria o seu animal como totem de sua personagem, iniciamos um processo de exercícios na busca dos animais, o ator não poderia realizar a escolha do animal de forma racional, esse animal tinha que pedir para surgir na personagem, o animal escolheria a personagem, e não o ator. Mas nos primeiros exercícios, os animais que surgiram, tinham semelhanças de personalidades com os atores, e não com as personagens, mas não era isso que eu queria, eu queria semelhança de personalidade com as personagens, e prosseguimos nessa busca, até que cada ator realizasse o encontro do animal com sua personagem.
Finalmente conseguimos realizar esse encontro, e prosseguimos na realização do exercício cênico Uma Estação no Silêncio. Os atores surgiam na cena como animais, e permaneciam assim, realizando o que chamamos tecnicamente de hibridismo. Eu ainda não tinha esses termos, nem a consciência exata do que estava acontecendo, mas todos que viam este trabalho perceberam que ali tinha um trabalho autoral, o surgimento de uma linguagem, o principio de uma criação cênica. Em um determinado Festival, o júri que estava presente, debateu, indagou, questionou, e revelou que nossa obra era o futuro do teatro brasileiro, era um teatro novo, e por ser algo novo, as pessoas não iriam aceitar facilmente, que nós iríamos ouvir em nossa jornada, que o nosso trabalho não era teatro. E isso ocorreu muitas vezes, mas foi a partir desse dia, que obtive a consciência do que estava ocorrendo, do que havia sido conquistado, então prossegui na busca de tornar isso de fato em uma teatralidade a serviço do ator.
O ponto de partida já havia ocorrido, agora era preciso desenvolver o que foi descoberto de forma intuitiva e instintiva para um processo técnico em auxílio a interpretação do ator, percorrer novamente os caminhos do processo de Uma Estação no Silêncio para compreender e se apropriar do que havia sido realizado. Eis a tarefa mais árdua, teorizar aquilo que já tínhamos concretizado na pratica. Assim retornei a sala de ensaio, e reiniciei todo o processo de montagem do espetáculo sobre Rimbaud, agora com um novo elenco, e através desta atitude, surge a primeira teoria do Teatro Genoma, a Filosofia estética Teatro Dos Vampiros, que faz surgir o ator-vampiro.

Por quê o vampiro?

Racionalizando o processo empregado no exercício de Rimbaud, re-avaliando a frase de Claudel sobre Rimbaud – animal selvagem em estado místico – não há outra criatura mais mística e ao mesmo tempo selvagem do que o próprio vampiro. Então iniciei um mergulho sobre o mito dos vampiros, as lendas, as histórias, quanto mais eu pesquisava, mais tinha certeza de que o ator deveria ser um vampiro. Todo o mito do vampiro o relaciona ao poder da metamorfose, ele pode se transformar em um morcego, ou lobo, enfim há mitos em que o vampiro pode se transformar em qualquer animal que desejar. Essa metamorfose vampirica é o ponto comum com o que eu havia realizado no exercício de Rimbaud, os atores tinham que realizar uma metamorfose com animais. Ao identificar esse ponto, parti para buscar outras questões em comum do homem ator, com o homem vampiro. O vampiro necessita de sangue para se alimentar, principalmente do sangue humano, o ator necessita de absorver os acontecimentos da humanidade para acrescentar ao seu trabalho de ator. O vampiro vive nas trevas, o ator necessita estar nas trevas, para a personagem vir para a luz. Foi nessa idéia que denominei o ator do meu teatro, como ator-vampiro, e assim a Filosofia estética Teatro dos vampiros. Mas para o ator se tornar um ator vampiro é necessário um desregramento de todos os sentidos, um exercício contínuo, na busca do cotidiano, da quebra do cotidiano, a quebra do cotidiano é a transformação desse cotidiano em arte, e arte tem sua própria linguagem, seu próprio estado. O cotidiano pode nos trazer uma rotina viciosa, que nos torna inertes, é exatamente essa inércia que temos que transformar em movimento sagrado e contínuo, para a realização da ação dramática.
Chamamos isso de Deslocamento do cotidiano. O Deslocamento do cotidiano é dar uma nova dimensão a um acontecimento comum, a dimensão do estado interior, ou seja sagrar este acontecimento de forma única e genuína, tornando sagrado através do movimento e da utilização do extra-cotidiano, que é o totem animal.
Por exemplo: Rimbaud sagrou-se um grande poeta aos quinze anos com a carta do vidente, entre os dezessete e dezoito anos escreveu seus livros Uma Temporada no inferno e Iluminações, viveu um escandaloso romance com o grande poeta Paul Verlaine, depois abandonou a poesia e foi viver na Abissínia no continente africano, onde se tornou traficante de armas. Esse é o cotidiano comum do poeta, como realizar a quebra deste cotidiano e narra-la com a mesma beleza de seu acontecimento dentro do nosso teatro? Partindo da ótica interior de Rimbaud, a sua caverna interna, é ali que o ator deve morar, para trazer o deslocamento do cotidiano. Depois realizar a escolha do totem animal, vivenciar esse mesmo cotidiano na dimensão do tempo, espaço artístico, isso por si só já recria o cotidiano, e o torna sagrado. O ator-vampiro deve absorver todo esse estado selvagem interior e transforma-lo em ação. Mas não numa ação comum, ele tem que transmuta-la em uma ação extraordinária, realizando desta forma o fenômeno. Pois a arte em cima do palco tem que ultrapassar o cotidiano comum, ao estado de extraordinário, fenomenal, para realizar uma celebração ritualística junto ao espectador, onde ambos através deste fenômeno extra-cotidiano realizem a catarse, e ambos saiam deste ritual transformados e renovados biologicamente e espiritualmente. Despertando suas mentes para um novo olhar do cotidiano comum.
Mas para chegar a este processo, e principalmente ao estado de fenômeno, o ator precisa apropriar-se de si mesmo, dominar sua anatomia, conhecer o próprio interior, para só assim ter a capacidade integral de apropriar-se de outra vida, no caso do teatro a personagem. Isso necessita disciplina e sacrifício, para atingir a liberdade criativa. O que me levou a desenvolver este processo teatral, foi o meu inconformismo com a banalização de toda a cultura, é claro que possuímos algumas exceções, pessoas ocupadas em realizar um teatro, uma dramaturgia, que ultrapasse essa banalidade imediata e mídiatica. No Brasil temos um forte trabalho de pesquisa teatral, desenvolvido pelo grupo Lume, ligado a Universidade de Campinas, no interior de São Paulo. Pesquisa essa, que vem sendo realizada por muitos anos, e que trouxe resultados estéticos e interpretativos de grande ressonância no Brasil e no mundo, sem falar do grande mestre Antunes Filho e seu CPT (Centro de pesquisa Teatral), entre outros nomes ressonantes no Brasil e no exterior. Mas infelizmente essas informações não atinge a todos os estudantes, simpatizantes e o grande público de teatro. Agora cada um tem que encontrar o seu caminho, escolher a estrada para realizar a travessia, e foi através de meu inconformismo, que decidi romper com o teatro tradicional e naturalista, para iniciar uma travessia pelo desconhecido, ocupando-me apenas com o fazer teatral, com a investigação cênica, tentando entender, compreender, apreender todos os meandros de um processo interpretativo, todos os caminhos que poderia levar o ator a uma interpretação afetiva verdadeiramente orgânica, utilizando a técnica, o exercício.
Descobri que o grande segredo do ator-vampiro é o inconformismo, é não se sentir realizado com o resultado de uma cena. Pois isso o leva a um estado egocêntrico, vaidoso, e isso o afasta de sua personagem, e de uma interpretação genuína. O ator conformado, se acomoda, e pensa estar trabalhando numa profundidade maior do que de fato ele está. Quando na verdade ele trabalha num campo de superficialidade, esse é o maior pecado que pode ocorrer para um ator. Por isso o primeiro passo para uma interpretação verdadeira, é ser um inconformado, um questionador de si próprio e todas as coisas que estão em torno de si. É a busca constante de todas as possibilidades de ação, para uma mesma cena. Transformar-se, todos os dias, mudar de opinião, viver na duvida e se deixar levar pela força da vida.
É necessário o conhecimento, a cultura, quanto mais informação, maior é a possibilidade da duvida que nos guiará para a descoberta do objetivo, seja esse qual for. Faço essa afirmação pela própria experiência, e foi só por ser um inconformado que consegui desenvolver o teatro genoma, que nada mais é do que um instrumento de comunicação entre o meu pensamento do fazer teatral com o mundo. Mas foi necessário um sacrifício, uma dedicação e uma disciplina para chegar no encontro das respostas que me ator-mentavam, mas foi nessa tormenta que chegamos no processo de Rimbaud, e nas descoberta dessa teatralidade. Foi tudo isso que abriu o campo de percepção para a novidade que se revelava.
Em Rimbaud a utilização dos animais no processo extra cotidiano, nos trouxe uma interpretação mais instintiva, e era exatamente o que eu estava buscando, a liberação do instinto primitivo, primeiramente ele tinha que imergir, sem a racionalização, sem a consciência ou pela força do pensamento, o ator deveria liberar o seu próprio instinto primitivo, para depois criar e desenvolver o instinto primitivo de sua personagem, a partir do totem animal escolhido para sua personagem. Quando digo que o ator deveria liberar o seu próprio instinto animal, não trabalho no plano da memória emotiva, e sim da memória corporal, instintiva, aquilo que está adormecido dentro do corpo do ator, inerte, pois somos animais e primitivos, mas a educação civilizada nos tira esse instinto primitivo, nos condicionando a dogmas e paradigmas, somos condicionados a sermos civilizados, mas se como na história do menino lobo Mogli, fossemos criados em meio a selva por animais, agiríamos somente pelo instinto de sobrevivência, não haveria um pensamento racional e consciente, nem certo ou errado, apenas ações naturais. E é exatamente essas ações naturais que habitam no instinto primitivo, hoje o que realizamos são um número de ações não-naturais, as ações cotidianas convencionais.
Para entendermos o que estou falando é simples, fique um dia inteiro sem comer, isso o deixará com fome, muita fome, quando você for comer, liberte-se das convenções, e deixe o seu instinto primitivo agir, isso o deixará em uma ação natural, você imediatamente comerá utilizando as mãos, esquecendo dos talheres. Agora se você não conseguir liberar o instinto, realizará uma ação mecânica cotidiana convencional, mesmo faminto, louco para saciar sua fome, pegara prato, talheres, e comerá com extrema educação, principalmente se houver outras pessoas. Começamos aqui a compreender a utilização do totem animal, ele vem como interferência instintiva, para levar o ator para as ações naturais, rompendo as ações cotidianas, ou seja, não-naturais.

Vamos estabelecer uma ordem dramática para o melhor entendimento do processo, o texto teatral é o cotidiano. A quebra do cotidiano, ou seja, o extra-cotidiano é a interpretação do ator-vampiro.
Na montagem de Uma Estação no Silêncio, tínhamos um cotidiano em torno de um barco embriagado, um viajante delirante em sua poesia, as voltas com um escândalo amoroso, palavras com força poética e lírica incomum, de um jovem poeta a frente de seu tempo. Na criação do extra-cotidiano de Rimbaud, o ator Wagner Heinneck descobriu o totem animal da serpente, isso estabeleceu a gênese morfológica da personagem, que seria um híbrido derivado da genética de um humano Rimbaud, com uma serpente, criando um corpo novo, modificado geneticamente, agora o processo do extra-cotidiano, era realizar a movimentação desse corpo híbrido dentro do contexto do cotidiano, realizar uma investigação de gestos e expressões faciais, na experiência de um híbrido-serpente. A grande descoberta, foi que a primeira cena do Espetáculo, ou seja do cotidiano, remetia-se ao Rimbaud, com 37 anos de idade, tendo uma de suas pernas amputadas, o corpo da serpente é único, como se fosse apenas uma perna interiça.
Wagner inicia a cena como Rimbaud, movido pela busca das ações naturais, movido no primeiro instante apenas pelo instinto, fumando um cigarro, enquanto via todos os animais saindo dentro de si para o mundo. Dentro de sua Caverna Interna, ou seja a ótica interior suas visualizações eram tão selvagens quanto a própria cena do cotidiano, estabelecendo uma vibração sensorial, que é remetida de forma a se tornar uma consciência biológica, através do uso da respiração para criação de movimentos de tensão e relaxamento seguindo o bio-ritimo do extra-cotidiano. O que hoje chamo de tensão híbrida, mas naquele momento ainda não tinha essa consciência, e afirmo que ela demorou a surgir. Mas o uso das ações naturais através do despertar do instinto fez surgir a espontaneidade cênica, que nos levou ao extraordinário, ou seja o fenômeno.
O mais difícil para o elenco e para mim enquanto encenador, foi encontrar o ponto de esvaziamento do ator, para chegar no instinto, e nos movimentos de ações naturais. Isso exigiu a criação de recursos, como adaptação de exercícios para as necessidades exigidas, mas principalmente um estado de exaustão. Somente quando atingimos a exaustão do cotidiano, é que começaram a surgir as ações naturais, então o segredo era a repetição e a transformação dos movimentos, dos exercícios físicos híbridos e respiratórios, ensaios que chegavam a uma carga horária de 12 a 16 horas, para dentro de todo este período ter conquistado cinco minutos de movimentos
Espontâneos, produzidos pela intuição e o instinto de sobrevivência. Nesse período usávamos um exercício de origem japonesa do aclamado Tadashi Suzuki, que eu adaptei as minhas necessidades. O Ator se coloca na posição inicial do exercício, que exige plantas dos pés ao chão, pernas semi-flexionadas, os pés na direção dos ombros, braços relaxados ao lado do corpo, respiração diafragmática, e esvaziamento da mente, não pensar em absolutamente nada. Então o encenador utiliza um surdo, um cabo de vassoura, ou mesmo palmas, para criar um som, que cause a reação física, somente a reação física do ator, que ao criar o movimento, permanece estático, mudando este movimento somente com a repetição do som. A verdade é uma ação e reação, o encenador produz a ação, através do som, e o ator reage fisicamente, criando uma expressão corporal aleatória e instintiva. A adaptação que desenvolvi neste exercício, foi a utilização do totem animal, ou seja, o ator utilizando a morfologia híbrida para a realização do exercício, e as vezes a alteração do som por palavras abstratas, ou que remetam a estados emocionais. O ritmo do exercício é determinado pelo encenador, que pode demorar, ou mesmo acelerar a execução do som.Este exercício trabalha a concentração, o equilíbrio, a expressão facial e gestual, juntamente com a respiração. Para um estado grotesco, é importante o encenador, exigir do ator a criação de movimentos e expressões físicas rígidas, com extremo vigor físico, ou seja tensão.
Depois de uma conquista física, partimos para o trabalho da Caverna Interna, ou seja a ótica interior, neste caso foi desenvolvido exercícios tendo como base o texto do cotidiano, seus objetivos, cena a cena, suas intenções dramáticas, para isso criei o que chamo de Deslocamento de Subtexto da memória criativa. Os atores desenvolviam cenas, partindo das situações cotidianas, criando imagens, que serão utilizadas como a visualização interna da personagem, abolindo a memória emotiva, e desenvolvendo a memória criativa. Utilizando os recursos técnicos, e principalmente o imaginário do ator a favor da personagem, aproveitando a descoberta física da gênese morfológica, para a criação dessas imagens interiores.
Todos os atores podem criar juntos uma cena de subtexto, mesmo que ele não esteja na cena cotidiana, mas o seu imaginário pode ser útil e colaborador no auxilio de um companheiro de cena. É importante nesse momento o encenador deixar o ator com liberdade criativa, neste processo, o encenador apenas tem que deixar claro os objetivos dramáticos, para que o ator possa forjar as imagens interiores de sua personagem.
É importante a repetição e a transformação das cenas desenvolvidas, para que o ator possa apropriar-se da mesma, para que no ato do extra cotidiano, ele tenha sua visualização sem interferência pessoal. A personagem deve visualizar, e não o ator. O ator é o veiculo através da qual a personagem se movimenta, respira, e realiza o dialogo com a platéia, mas a história encenada não pertence ao ator, e sim a personagem que ele está desenvolvendo durante o exercício cênico. O encenador pode sugerir exercícios de improvisação, criando situações, que cabem no contexto da história das personagens, ou mesmo estabelecer signos, e a importância destes signos no ato da cena, o que seria a Associação imagética.
Por exemplo: um ator pega uma carta em cena, esta carta pertence ao seu melhor amigo, ele deve entregar esta carta aos pais de seu melhor amigo, sabendo que a carta é de um suicida, alguém que acabou de tirar a sua própria vida. Este é o contexto original da cena, uma cena normal. Na criação da caverna interna, essa cena poderia ser da seguinte forma, o ator caminha com a carta na mão, em direção aos pais de seu melhor amigo, mas na sua visualização, o que ele segura não é uma carta, e sim uma faca de dois gumes, que está cortando sua mão, ele visualiza o sangue escorrendo, e sabe que ao entregar a carta aos pais de seu amigo, suas mãos também se cortarão. È dar um novo significado a um signo. Neste caso o signo é a carta, o novo significado é visualizar a carta como uma faca. Essa criação alternativa é que vai para a ótica interior da personagem.
Estes foram os caminhos percorridos de forma intuitiva no primeiro momento, mas depois estabelecendo a ordem dramática, fui descobrindo cada passo realizado, e aí os codificando para estabelecer uma linguagem do meu fazer teatral, isto ocorreu na primeira fase do teatro genoma, que ainda não tinha esse nome, eu chamava de Teatro dos Vampiros, mas ainda faltava aprimorar, e quem sabe encontrar novos recursos para este processo, e a única forma de realizar isso, era entrar no laboratório, para desenvolver exercícios que pudessem guiar o ator ao encontro dos resultados que estava perseguindo, e nada melhor que o exercício de uma nova montagem teatral, por isso a linguagem acabou sendo denominada Teatro Genoma Work in Progress, pois ela estabelece o progresso interpretativo através do exercício cênico, ou seja da continuidade do fazer teatral.
É aqui que encerro o primeiro ciclo, entre a minha intuição e o inicio da sistematização, para uma nova busca, pois sou um inconformado, e minha inconformidade desperta uma fome voraz por conhecimento. O texto a seguir, foram os pensamentos filosóficos que escrevi neste período, com relação ao ator-vampiro diante do mundo que é o palco para o Teatro dos Vampiros.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ESPANCA - PERFORMANCE COMEMORATIVA


INICIANDO AS COMEMORAÇÕES DE 15 ANOS DE CENA, O INSTITUTO TEATRO GENOMA ESTARÁ REALIZANDO A PERFORMANCE "ESPANCA" COM POEMAS DE FLORBELA ESPANCA, DIRIGIDA POR RODRIGO MARCONDES.
A PERFORMANCE SERÁ ENCENADA NA BIBLIOTECA PORTO DO SABER, A PARTIR DAS 18 HORAS, DENTRO DA PROGRAMAÇÃO, SARAU DAS ARTES,
QUE INCLUI A APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS DO CURSO DE PERCUSSÃO E VIOLÃO DO VERÃO CULTURAL-SEDUC., ALÉM DA PRESENÇA DE POETAS DE PRAIA GRANDE,
E DO MÚSICO BILLY, FAZENDO UM POCKET SHOW DE VOZ E VIOLÃO.
A BIBLIOTECA PORTO DO SABER
FICA NA AVENIDA SÃO PAULO, AO LADO DA SANTA CASA DE PRAIA GRANDE, NO BOQUEIRÃO-PG.

A ENTRADA É FRANCA.